Lockheed P-3 Orion |
Quando os Lockheed P2V atingiram o limite de vida de serviço nos finais da década de 50 do Século XX a Marinha dos Estados Unidos iniciou uma busca por uma aeronave que os viesse a substituir. O novo aparelho deveria ser capaz de acomodar a mais recente tecnologia em equipamento de luta anti-submarino (ASW) e simultaneamente deveria ter capacidade de permanecer na zona de acção por longos períodos de tempo. Mais importante esta nova aeronave deveria entrar ao serviço no mais breve período de tempo e deveria ter baixos custos de desenvolvimento, se possível partindo de uma plataforma já existente.
Em Abril de 1958 a Lockheed viria a dar resposta com a apresentação de um projecto que tinha por base o seu modelo L-188 Electra, um avião de transporte comercial bem sucedido. O projecto, Lockheed Model 185 Orion, venceu o concurso da US NAVY e, em Maio de 1958 procedeu-se à assinatura do contracto entre ambas as partes. Um primeiro protótipo, um Electra modificado, viria a voar ainda nesse mesmo ano no dia 19 de Agosto. No ano seguinte, em 25 de Novembro de 1959, o primeiro protótipo funcional, designado por YP3V-1, fazia o seu primeiro voo de teste.
A primeira versão de série fornecida à US NAVY foi designada por P-3A Orion tendo o protótipo desta versão realizado o primeiro voo em 15 de Abril de 1961 e o de uma versão melhorada em Outubro desse ano. O primeiro aparelho de série surgiu em 15 de Agosto de 1962 tendo sido as primeiras entregas atribuídas ao VP-8 Patrol Squadron. Pouco depois já os Orion seriam utilizados na vigilância de navios soviéticos durante a crise dos mísseis de Cuba.
Durante mais de quatro décadas a plataforma da aeronave têm-se mantido, na sua grande essência, inalterada. Durante este período foram construídas três séries base de aparelhos (P-3A, B e C). Com o fornecimento de aparelhos a outros países foram operadas algumas modificações dando resposta a requisitos específicos impostos por parte destes. O progressivo desenvolvimento dos equipamentos electrónicos levou a US NAVY a requerer a transformação dos seus aparelhos em variantes designadas de P-3C Update I, II e III. Uma nova variante (IV) foi abandonada em 1992. Contudo esta deu lugar a uma variante mais modesta, designada Update III Plus. Por terem sido alvo de constantes programas de actualização ao longo da sua existência, os Orion continuam a ser a plataforma mais utilizada nas missões para o qual foram desenvolvidos, como tal são inúmeros os países utilizadores destas aeronaves. De características versáteis a sua utilização vai para além da sua missão primária, sendo inclusivamente utilizados para fins científicos.
Construídos nos Estados Unidos e também no Japão pela Kawasaki, sob licença da Lockheed, os P-3 Orion começam agora a dar sinais de envelhecimento. Após terem sido detectadas falhas estruturais graves e com o final da produção de série a US NAVY e várias forças de outros países estão a dar início a programas de substituição por outras plataformas mais recentes. Progressivamente irão sendo cada vez em menor número os P-3 no activo.
A chegada do P-3 Orion a Portugal veio permitir o preenchimento de uma lacuna à muito criada desde a retirada de serviço dos Lockheed P2V-5 Neptune. Entre 1977 e 1988 a Força Aérea Portuguesa não estava equipada com aviões dotados de meios e características específicas para missões de patrulhamento marítimo e luta anti-submarino. Por intermédio essa missão ficou a cargo dos CASA C-212 e Lockheed C-130.
Reconhecendo esta situação o Governo Português viria a aprovar, em 1 de Outubro de 1985, o contrato de compra de seis aviões da versão P-3B anteriormente ao serviço da Real Força Aérea Australiana, aparelhos estes que se encontravam disponíveis desde a aquisição de aparelhos da versão C pela Austrália. Em meados desse mesmo mês os primeiros dois desses aparelhos viriam a aterrar na Base Aérea 6 (BA 6), Montijo após uma curta passagem pela BA 11, Beja. Dois outros viriam a ser entregues em Dezembro desse mesmo ano. Entretanto decorria nas instalações da Lockheed em Burbank - Califórnia a transformação de um destes aparelhos para o padrão P-3P.
Em Março de 1986 foi oficialmente formada a Esquadra 601 - Lobos, herdeira da tradição de vigilância marítima das anteriores Esquadras 61 e 62. O treino de tripulações portuguesas teve início quase imediatamente após, em Novembro desse mesmo ano, utilizando para tal os aparelhos ainda não modificados e algumas horas no simulador holandês em Valkenburg. Sob supervisão de técnicos da Lockheed, a instrução de pessoal viria a durar cerca de ano e meio.
A entrega oficial do primeiro P-3P Orion ocorreu em Junho de 1987. Os restantes cinco aparelhos viriam a sofrer gradualmente a transformação para o padrão P nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico - OGMA em Alverca. Os P-3 portugueses mantiveram muitas características da versão B mas, simultaneamente, foram-lhes adicionadas várias características típicas da versão C Update II e também outras inéditas o que confere a estas aeronaves um carácter único na família Orion.
Em meados de 1989, com o atingir do estado operacional da Esquadra 601, Portugal passava novamente a possuir meios de patrulha marítima por excelência. Desde então a Esquadra 601 e os P-3P ao seu serviço têm dado inúmeras mostras do seu excelente grau de proficiência no desempenho das missões que lhes foram atribuídas. Simultaneamente a participação em inúmeros exercícios no âmbito da NATO e em operações militares de âmbito Internacional têm valido os mais elogiosos comentários por parte das forças militares de diversos países.
Com o aproximar do limite de vida útil dos P-3P tornou-se clara a necessidade de modernização dos aparelhos. Numa fase inicial esteve prevista a extensão da vida operacional dos seis aparelhos ao serviço. O programa LECIP (Life Extension and Capabilities Inprovement Program) previa intervenções ao nível das estruturas das células e também um upgrade de sistemas de missão. Este programa viria a ser cancelado no início de 2002 após uma reavaliação ter concluído que esta não seria a melhor solução.
Após um período marcado por alguma incerteza, onde chegou a ser aprovado o reatar do programa LECIP, a decisão sobre a modernização da frota de Orions recaiu sobre a compra de cinco aeronaves de construção mais recente, anteriormente ao serviço da Marinha Real Holandesa. Os aparelhos, versão C Update II½, apresentando dois deles configuração P-3C CUP - Capability Upkeep Program, padrão "Coast Guard", permitem a evolução para sistemas de missão da aeronave mais modernos. A continuidade do P-3 ao serviço da Esquadra 601 está já garantida, permitindo o cumprimento das missões actualmente atribuídas na área do patrulhamento marítimo e da busca e salvamento de longo raio de alcance.
Actualmente, após uma reestruturaçao operada pela FAP, a Esquadra 601 encontra-se a operar a partir da Base Aérea 11 em Beja, tendo a Cerimónia Oficial de Transferência ocorrido a 19 de Fevereiro de 2008 e o primeiro voo operacional a 5 de Março desse ano. |
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Bibliografia:
Borst, Marco P.J.; Dubbeldam, Jaap, Lockheed P-3 Orion, Volume 2. Scramble - Dutch Aviation Society
Donald, David, Foreign P-3 Operators - Portugal, Força Aérea Portuguesa. International Airpower Review Volume 1, AIRtime Publishing, 2001
Cardoso, Adelino, Aeronaves Militares Portuguesas no Século XX. Essencial, Junho 2000
Eugénio, António Luís, Cap. Navegador, P-3P Orion a Modernização da Frota. Mais Alto, Jan/Fev 2000
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| RELAÇÃO DOS P-3 ORION EM PORTUGAL |
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| Nº Constr. |
Data |
Nº RAAF |
Nº FAP |
Observações |
| 5402 |
23/01/1968 |
A9-292 |
14801 |
Convertido em P-3P na Lockheed - Burbank. Retirado ao serviço. Estacionado no DGMFA. |
| 5403 |
13/02/1968 |
A9-293 |
14802 |
Retirado ao serviço. Estacionado na BA6, Montijo. |
| 5404 |
26/02/1968 |
A9-294 |
14803 |
Retirado do serviço. Estacionado na BA11, Beja |
| 5405 |
22/03/1968 |
A9-295 |
14804 |
Retirado ao serviço. Entregue ao CFMTFA a 13/05/2006 para instrução. |
| 5407 |
04/04/1968 |
A9-297 |
14805 |
Último voo operacional em 13/10/2011 |
| 5408 |
08/05/1968 |
A9-298 |
14806 |
Retirado ao serviço. Estacionado no núcleo do Museu do Ar na BA1, Sintra. |
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| Mais informações sobre estes aparelhos aqui. |
| Nº Constr. |
Modelo |
Nº RNLN |
Nº FAP |
Observações |
| 5733 |
P-3C CUP |
300 |
14807 |
Conversão CUP na Lockheed - Greenville. Entregue à FAP a 14/03/2006. Chegada à BA6 a 17/03/2006. |
| 5750 |
P-3C II.5 |
304 |
14808 |
Entregue à FAP em 02/2007 após aceitação na OGMA. Chegada à BA6 a 27/02/2007. |
| 5758 |
P-3C II.5 |
306 |
14809 |
Entregue à FAP a 09/05/2006 após aceitação na OGMA. Chegada à BA6 a 24/05/2006. O primeiro P-3C a receber o nº FAP. Actualmente em conversão para padrão CUP + na Lockheed em Greenville USA. |
| 5762 |
P-3C CUP |
307 |
14810 |
Conversão CUP na Lockheed - Greenville. Entregue à FAP a 19/01/2006. Chegada à BA6 a 17/02/2006. O primeiro convertido para padrão CUP + na Lockheed em Greenville USA. Chegada à BA 11 em 06/08/2010. |
| 5773 |
P-3C II.5 |
310 |
14811 |
Entregue à FAP a 20/06/2006 após aceitação na OGMA. Chegada à BA6 a 30/06/2006. |
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PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS |
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| Motor: |
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4 Allison T56-A-14 Turbo-hélice com 4910 HP de potência cada |
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| Comprimento: |
---------------- |
35.61 m |
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Velocidade máx: |
------------- |
760 Km/h |
| Envergadura: |
---------------- |
30.37 m |
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Velocid. de cruzeiro: |
------------- |
639 Km/h |
| Superfície alar: |
---------------- |
120.77 m2 |
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Tecto de serviço: |
------------- |
8900 m |
| Altura: |
---------------- |
13.06 m |
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Raio de acção: |
------------- |
4075 Km |
| Peso máx: |
---------------- |
64410 Kg |
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Autonomia máx: |
------------- |
16 h |
| Peso vazio: |
---------------- |
27215 Kg |
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Tripulação: |
------------- |
10 |
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| ARMAMENTO UTILIZADO |
| Fotos Fernando Moreira |
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| CORES E ESQUEMAS DE PINTURA |
| Referência (FS) Federal Standard |
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Enquanto não receberam a pintura actual, os P-3P apresentaram-se com Esquema padrão da RAAF, semelhante ao da US NAVY. Os aparelhos estavam pintados em cinzento (FS 16440) à excepção da parte superior da fuselagem, pintada de branco (FS 17875), delimitada por um contorno horizontal com um degrau arredondado logo após a zona limite da cabina de pilotagem. Exceptuando uma pequena porção da parte inferior a radome do nariz e a zona da fuselagem de frente da cabina estavam pintados a preto anti-reflexo. A colocação dos números e das insígnias era a habitual com a particularidade da Cruz de Cristo de ambos os lados da fuselagem estar centrada na linha de delimitação do contorno de cores da fuselagem. Apresentavam estreitas faixas - "passadeiras" - de cinzento mais escuro (FS 36173) sobre as asas. |
O segundo Esquema dos Orion da FAP, consiste num esquema de cinzentos de baixa visibilidade ("Orca"). O extradorso das asas e estabilizadores horizontais, a parte superior da fuselagem acima do plano horizontal da cauda assim como uma estreita faixa da fuselagem abaixo do plano das asas, a zona da fuselagem de frente da cabina e uma pequena porção inferior da radome do nariz surgem a cinzento (FS 36320). O estabilizador vertical, uma parte lateral e inferior da carenagem dos motores que antecede o bordo de ataque das asas e uma larga faixa da fuselagem a cinzento mais escuro (FS 36173). As superfícies inferiores estão pintadas a cinzento claro (FS 36492). As insígnias e números mantiveram as posições, surgindo agora em tons de cinzento anti-radiação. A radome do nariz mantém-se a preto anti-reflexo. |
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Esquema herdado da Marinha Real Holandesa (RNLN). Os aparelhos apresentam-se totalmente pintados de cinzento brilhante (FS16440), o mesmo cinzento que cobria grande parte das superfícies no primeiro Esquema de Pintura, exceptuando a área entre a cabine de pilotagem e a radome do nariz pintada a preto anti-reflexo. As marcas e insígnias nacionais surgem de novo com as cores tradicionais, sendo abandonada a configuração de baixa visibilidade característica do Esquema "Orca". A Cruz de Cristo surge na fuselagem numa posição avançada logo após a asa e nas posições habituais em ambas as asas, sem anel azul. A numeração continua a ser aplicada nas mesmas posições caraterísticas dos dois esquemas anteriores voltando a ser de cor preta. |
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| FOTO GALERIA |
| P-3P N64854 na BA 6 - Montijo, durante o Tiger Meet de Julho de 1987 |
| Fotos Carlos Gomes |
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| CURIOSIDADES |
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Esta foto, da autoria de Frank C. Duarte Jr. e presente no site Airliners.net, mostra um dos dois P-3 utilizados para treino de tripulações ainda antes de convertidos para o padrão P, ostentando a numeração atribuída a estes aparelhos bem visível junto da Cruz de Cristo, estacionado na placa da Base Aérea 6 no Montijo. Este aparelho viajou das instalações da RAAF em Edinburgh para a Base Aérea 11 e, no dia seguinte, para a BA 6. Mais tarde viria então a receber o número FAP 4806 e, aquando da alteração do esquema de numeração, o número 14806. |
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Um pouco mais tarde este aparelho viria a rumar para as instalações das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA) em Alverca para ser submetido aos trabalhos de conversão para o padrão P. Exeptuando o Nº 4801, todos os aprelhos viriam a sofrer gradualmente a transformação para este padrão já em território Nacional e por pessoal das Oficinas formado na Lockheed especificamente para realizar este trabalho. A foto mostra o ainda N64854 a receber cuidados especiais de uma equipa de trabalhadores de uma empresa então sub-contratada para o efeito. |
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Após uma passagem pela OGMA para a realização de trabalhos de manutenção que permitiram o "limited flight readiness", o P-3P Orion Nº14806 realizou a sua última missão operacional, saíndo da BA6 rumo ao núcleo do Museu do Ar em Sintra onde agora repousa junto do P2V-5 Neptune. Num voo carregado de grande significado, a última tripulação fez questão de deixar o seu nome na fuselagem logo abaixo da cabina do aparelho. |
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Para além de desempenhar missões de patrulhamento marítimo e de luta anti-submarina, a Esquadra 601 - Lobos tem também a seu cargo missões de busca e salvamento de longo raio de alcance. Entre outro equipamento, a 601 dispõe de kits SAR para socorro a náufragos como o UNI-PAC visível na foto, equipado com o barco salva-vidas MS-10 com capacidade para dez pessoas. |
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Talvez por ter sido o primeiro dos Orion ao serviço da Força Aérea Portuguesa, o 14801 é aquele ao qual se associa uma grande maioria de factos curiosos. Os mais distraídos relativamente a pequenos pormenores que caracterizam ou distinguem algumas aeronaves entre si poderão perguntar-se sobre o que há de especial com a foto aqui apresentada. Aparentemente trata-se apenas de uma foto de pormenor da deriva do aparelho. Mas, após um olhar mais atento, o que dizer sobre as cores da Bandeira Nacional? |
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Este é o P-3C Nº 14807 fotografado na placa da Base Aérea 6 no dia 25 de Março de 2006, data das comemorações do 20º Aniversário da Esquadra 601 - Lobos, poucos dias depois da sua chegada a Portugal. Nesta data este aparelho ostenta ainda, na sua quase totalidade, um dos esquemas de pintura adoptados pela Marinha Real Holandesa, apresentando já zonas, como a radome do nariz, cone da cauda e alguns paineis dos motores com o tom de cinzento final a aplicar fruto dos trabalhos de manutenção de que foi alvo. |
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Com a constante chegada e aceitação dos mais recentes P-3C os primeiros Orion, versão P, começam a ser retirados de serviço após duas décadas de utilização pela Esquadra 601 - Lobos. A foto aqui presente mostra-nos o P-3P Orion Nº14804 pouco tempo depois de entregue ao CFMTFA, na Ota, para ser utilizado em actividades de formação de instruendos daquele centro de formação da Força Aérea Portuguesa. |
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A foto aqui presente mostra o estudo realizado para os actuais emblemas ostentados pelos tripulantes dos P-3 da Esquadra 601 - Lobos. Nela se podem ver um dos esboços iniciais assim como dois exemplares únicos de emblemas resultantes de provas que antecederam o resultado final conhecido de todos e que, para além do exemplar também presente na foto, se pode ver abaixo na secção Ícones Relaccionados. |
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Assim eram as instalações da Esquadra 601 - Lobos na Base Aérea 6, no Montijo. Após a passagem dos P-3 para a Base Aérea 11, em Beja, e entrada em operação dos novos CASA C-295M esta passou a ser a nova localização da Esquadra 502 - Elefantes anteriormente a operar a partir da Base Aérea 1 em Sintra. |
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| "ÍCONES" RELACIONADOS |
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| OS P-3 ORION NA NET |
Página oficial da Esquadra 601 - Lobos http://www.lobos601.net
Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Lockheed_P-3_Orion
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| COLABORARAM PARA O CONTEÚDO DESTA PÁGINA: |
Rui Ferreira, Carlos Gomes; Carlos Jorge Gomes; Tiago Leitão; Fernando Moreira; Bruno Mota; Carlos Oliveira; Luis Proença
A Frank C. Duarte Jr. um especial agradecimento pela autorização de utilização da sua foto neste trabalho |
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